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Quanto custa um site para empresa (e o que separa um site barato de um caro)

João Dini6 min de leitura

O preço de um site para empresa depende do que ele precisa fazer. Uma landing page para uma campanha e um site com catálogo em dois idiomas são trabalhos completamente diferentes, e os dois são chamados de "site".

Este texto mostra o que pesa no orçamento, os caminhos possíveis, os custos que aparecem depois do lançamento e o que todo site precisa ter, seja qual for o valor.

O que pesa no preço de um site?

1. Número de páginas e idiomas. Uma página única é muito mais simples do que um site com serviços, cases, blog e contato. Cada idioma a mais multiplica o trabalho de conteúdo e revisão.

2. Conteúdo. Se os textos e as fotos já existem, o trabalho é organizar. Se precisam ser escritos e fotografados, entra redação, captação e aprovação. É comum o conteúdo levar mais tempo que o código.

3. Integrações. WhatsApp, CRM, agenda, pagamento, área do cliente, catálogo com filtros. Cada integração tem configuração, teste e manutenção.

4. Migração. Se a empresa já tem um site, ele conquistou algum espaço no Google ao longo dos anos. Trocar sem cuidado faz esse espaço sumir. Mapear cada página antiga e redirecionar para a nova dá trabalho, mas protege o que já existe.

5. Plataforma. WordPress com tema próprio, quando a equipe quer editar páginas e blog sozinha. Código puro, quando o site muda pouco e precisa ser leve e seguro. Plataformas prontas são mais baratas no começo e mais limitadas depois.

Quais são os caminhos, e o que cada um entrega?

Fazer sozinho, com Wix ou Squarespace. É o mais rápido e o mais barato no começo: modelo pronto, hospedagem junto e mensalidade baixa. Funciona para um site simples ou provisório. O limite aparece quando a empresa precisa de mais páginas, mais velocidade ou uma marca que não pareça modelo.

Freelancer. Mais personalizado, com contato direto com quem faz. A qualidade varia muito, e quase nunca entram estratégia, texto, velocidade e acompanhamento depois do lançamento.

Um time que pensa o site junto com o resto. Estratégia, texto, imagem, velocidade e Google no mesmo projeto, com alguém responsável depois que o site vai ao ar. Custa mais na entrada e faz sentido quando o site é o que traz cliente. É assim que a Halo trabalha.

Desconfie do "preço médio de um site"

Média de preço de site engana. No Clutch, um dos maiores diretórios de empresas de desenvolvimento dos Estados Unidos, a maioria dos projetos avaliados custa menos de US$ 10 mil, mas a média passa de US$ 66 mil, porque poucos projetos enormes puxam a conta para cima (dados reunidos pela Digital Applied). E são números americanos. O que serve para o seu orçamento é o escopo do seu site, não a média do mercado.

Por que um site barato pode sair caro?

Porque o custo de um site não é só o que se paga para fazer. É também o cliente que entra e vai embora. Os problemas mais comuns em sites feitos às pressas:

  • Demora para abrir no celular. Quem chega pelo Instagram ou pelo anúncio desiste antes de ver o que você vende.
  • Não diz o que a empresa faz. Frases como "soluções de qualidade" servem para qualquer um. O cliente e o Google não entendem.
  • Não aparece quando procuram. Sem título, descrição e estrutura, o site não aparece nem para quem busca pelo nome da empresa.
  • Formulário genérico. Chega o contato sem as informações que o comercial precisa, e a primeira conversa vira um interrogatório.

Os custos que ninguém conta

O preço do projeto não é o custo do site. Depois do lançamento vêm:

  • Domínio e hospedagem, renovados todo ano.
  • Certificado de segurança (o cadeado do navegador), que precisa de renovação automática. As regras do setor vão encurtar a validade dos certificados para 47 dias até 2029.
  • Plugins e licenças pagas, comuns em WordPress.
  • Atualizações e segurança. A Patchstack, empresa de segurança de WordPress, registrou 11.334 falhas novas no ecossistema WordPress em 2025, 91% delas em plugins, e 46% ainda sem correção quando foram divulgadas. Site sem atualização é porta aberta.
  • Conteúdo novo, como páginas, textos e fotos ao longo do tempo.

Pergunte em toda proposta quem cuida disso depois que o site vai ao ar, e quanto custa.

O que todo site precisa ter, barato ou caro

  • Velocidade no celular. Imagens leves, vídeo que só carrega quando aparece, código enxuto.
  • Uma primeira tela que diz o que a empresa faz. Em uma frase, sem slogan genérico.
  • Estrutura para o Google. Título e descrição em cada página, links entre as páginas, sitemap.
  • Dados estruturados. A empresa, os serviços e as perguntas descritos no formato que o Google e as IAs leem.
  • Acessibilidade. Contraste suficiente, texto alternativo nas imagens e campos de formulário com nome. No levantamento da WebAIM com o 1 milhão de sites mais acessados do mundo, 95,9% das páginas iniciais tinham falhas de acessibilidade detectáveis em 2026. A mais comum: texto com pouco contraste.
  • Search Console configurado. Para você ver por quais buscas a empresa aparece.
  • Formulário que qualifica. Que pergunta o que o seu comercial precisa saber antes de ligar.
  • Aviso de cookies e privacidade, em linha com a LGPD.

Se uma proposta não inclui esses itens, pergunte por quê. Eles não são luxo: são o que faz o site funcionar.

Quanto tempo leva?

Depende do tamanho. Uma landing page sai em poucos dias. O site da DRLSYS, uma empresa de TI de Cotia, foi do briefing ao ar em menos de uma semana. Sites com catálogo, dois idiomas ou migração levam algumas semanas, porque o conteúdo e a revisão tomam tempo.

O site da Hanaoka, em português e inglês, com catálogo e blog, passou por uma versão de teste antes de ir para o endereço oficial. No PageSpeed do Google, versão computador, ele tem 90 em desempenho e 100 em acessibilidade, boas práticas e SEO. Veja o case.

Feito com IA sai mais barato?

A IA acelera partes do trabalho, como rascunhos de texto e de código. Mas ela não dispensa revisão: num estudo controlado da METR com desenvolvedores experientes, as tarefas levaram 19% mais tempo com IA, embora eles achassem que tinham ganhado tempo. A pergunta certa para o fornecedor não é se ele usa IA, e sim como revisa e testa o que ela produz.

Antes de pedir orçamento, defina

  • Quantas páginas e idiomas o site precisa ter?
  • O texto e as fotos já existem ou precisam ser produzidos?
  • Quais integrações são obrigatórias: WhatsApp, CRM, agenda, pagamento?
  • Existe um site antigo para migrar?
  • Quem vai editar o site depois, e com que frequência?
  • Quem cuida de atualizações, backup e segurança depois do lançamento, e quanto custa por mês?

Com essas respostas, os orçamentos ficam comparáveis. Veja como a Halo faz sites e landing pages.

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